Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Top of the Agenda

The Group of Eight (G8) industrialized nations set a September deadline (Reuters) for Iran to cooperate with international negotiations on its nuclear program.

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

The G-8

"The G-8 communiqué reaffirmed many of the sentiments expressed in past communiqués: the need to provide affordable and reliable energy supplies to support economic well-being and development, to invest in clean energy technologies, to ensure adequate investment and sound investment frameworks, and the need for global action to reduce global greenhouse gas emissions and adapt to the unavoidable impacts of climate change."
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Blahh, bullshit!

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Onde estou nesse momento


Mission:
Fundación Etho
s seeks to provide ideas, recommendations and public policy proposals in the areas of poverty alleviation, economic and social sustainable development, and the consolidation of democracy, as well as promote future leaders who apply them with conscience and responsibility.

Vision:
Consolidate societies in Mexico and Latin America, in which all individuals can enjoy equal opportunities, develop their capacities to the fullest, and exercise a freedom to choose their destiny, as well as contribute to the development of their nations, thus building a better future for the next generations.

What we do:
Fundación Ethos’ lines of work are:
  • Research, analysis, evaluation and design of public policies in the areas of poverty alleviation, social and economic sustainable development, and the consolidation of democracy, among others.

  • Publication of articles, books, reports, documents and newsletters on the aforementioned topics.

  • Selection and promotion of young people with a potential for leadership in the national politics front, with the ability to promote Mexico’s development.

  • Organization of conferences, seminars and workshops with well-respected personalities on different topics, both at the national and international level.

Domingo, 24 de Maio de 2009

Feed your inner genius


Para quem não conhece: http://fora.tv/
Esse site é fantástico. Se você tem interesses em current issues irá encontrar um pouco de tudo. Eu particularmente tento sempre assistir coisas da seção de meio-ambiente e política. Para quem nãotem  paciência de assistir na frente do computador, dá para baixar os arquivos de áudio e vídeo para assistir no Ipod.

Terça-feira, 12 de Maio de 2009

Chávez dá mais um passo para estatizar a economia


A queda de mais de 50% nas cotações do petróleo no primeiro trimestre é, por si só, uma péssima notícia para a Venezuela, que depende quase que exclusivamente desta receita para sobreviver. Algo igualmente ruim se passa no país comandado por Hugo Chávez. Há indícios de que a produção de óleo é declinante e se aproxima dos 2 milhões de barris diários, bem abaixo dos 3,18 milhões extraídos em 1997. Os números da Agência Internacional de Energia apontam 2,36 milhões, mas o governo chavista não os reconhece e diz que a produção na verdade subiu. Nesta, como em muitas outras coisas, não é possível confiar nas informações oficiais.

Um dos sinais de que os negócios com o petróelo vão mal foi a nacionalização de 60 empresas prestadoras de serviços. A PDVSA, que tem de sustentar em suas costas os programas sociais do governo, enquanto administra receitas cadentes, começou a atrasar os pagamentos de seus fornecedores. Não há cifras confiáveis sobre a dívida - elas variam de US$ 3 bilhões a US$ 12 bilhões. Várias companhias anunciaram a decisão de deixar o país e outras reduziram seus serviços. A caminho de um impasse que teria grave efeito sobre a produção de petróleo, Chávez resolveu o problema da dívida encampando as empresas. Vamos enterrar o capitalismo na Venezuela, disse o presidente, e em mais de um sentido a frase é verdadeira. Sem receber pelos serviços entregues, as empresas ficaram em difícil situação financeira antes da nacionalização, por um preço que será aquele que o governo resolva pagar.

Excerto de Editorial Valor Econômico 12/05

Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Racha no Itamaraty

http://www.mre.gov.br/portugues/noticiario/nacional/selecao_detalhe3.asp?ID_RESENHA=575392

Matéria muito boa da IstoÉ do último domingo (10), para quem quer entender os bastidores do Itamaraty e como é feita nossa Política Externa. O MRE não é uma corporação com decisões e idéias engessadas; comporta diferentes visões e idéias de mundo. A ala da esquerda radical esta aí, para quem quiser ver.

Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Por que falhou a globalização financeira?

Luiz Carlos Bresser-Pereira


DESDE O início desta década, venho argumentando que a globalização financeira não promove o crescimento, mas prejudica os países em desenvolvimento. A crise global que estamos presenciando mostrou que prejudica também os países ricos -que o instrumento financeiro que tradicionalmente utilizaram para dominar os demais países voltou-se contra eles. 
Ao fazer a crítica da abertura financeira, eu também criticava a política de crescimento com poupança externa, que, em vez de promover o aumento da taxa de investimento, aumenta o consumo. Recentemente, Dany Rodrik e Arvind Subramanian ("Why did financial globalization disappoint?") somaram-se a essa crítica e listaram pesquisas empíricas que confirmam as nossas. Entretanto, as razões que apresentaram para que a poupança externa não cause o crescimento são secundárias.
Corretamente, eles afirmam que o ponto de estrangulamento das economias em desenvolvimento não é a falta de poupança, mas de oportunidades de investimento. Foi isso, essencialmente, o que descobriu Keynes há 70 anos. Enganam-se, porém, em atribuir a falta de investimentos: 1) à existência de instituições desfavoráveis nos países em desenvolvimento que não garantem a propriedade e os contratos; e 2) às imperfeições de mercado, principalmente à falta de investimentos públicos e de investimento em educação (externalidades positivas) que viabilizem os investimentos. 
Não vou perder tempo com o argumento neoliberal de falta de garantia aos investimentos. Se o argumento fosse relevante, não haveria nunca "catching up". Por outro lado, a referência à teoria dos pioneiros da teoria do desenvolvimento econômico dos anos 1940 quanto à necessidade de um conjunto de investimentos entrecruzados para viabilizar sua rentabilidade é interessante, mas ignora que essa teoria se aplica a países pobres, não a países de renda média. Além disso, esses economistas não dispunham ainda da crítica ao crescimento financiado por empréstimos e investimentos diretos. 
Minha crítica à globalização financeira e à política de crescimento com poupança externa se opõe à teoria econômica convencional e à dos pioneiros do desenvolvimento. Está baseada em raciocínio simples: quando um país apresenta um déficit em conta corrente (ou seja, está recebendo poupança externa) que é financiado por entradas de capital, sua taxa de câmbio se aprecia. Em consequência, duas coisas complementares ocorrem: a) os salários reais aumentam, cresce o consumo e cai a poupança interna; e b) diminuem as oportunidades de investimentos lucrativos orientados para a produção de bens comercializáveis internacionalmente. 
Em consequência, a poupança externa substitui a interna, enquanto o país se endivida para consumir. Os influxos de capital transformam-se em consumo, inclusive os investimentos diretos, porque são compensados pela diminuição de investimentos nacionais. A taxa de substituição é geralmente alta; em certos casos, como no Brasil na segunda metade dos anos 1990, foi de 100%. 
Em segundo lugar, os fluxos causam fragilidade financeira, elevando assim a dependência do país em relação aos credores externos e levando o governo local a adotar a política do "confidence building" e, assim, transferindo o centro das decisões sobre o interesse nacional para a metrópole. Finalmente, a globalização financeira e a política de crescimento com poupança externa provocam crises de balanço de pagamentos, com graves consequências sobre as taxas de expansão do país. 

LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA, 74, professor emérito da Fundação Getulio Vargas, ex-ministro da Fazenda (governo Sarney), da Administração e Reforma do Estado (primeiro governo FHC) e da Ciência e Tecnologia (segundo governo FHC), é autor de "Macroeconomia da Estagnação: Crítica da Ortodoxia Convencional no Brasil pós-1994". 

Folha de São Paulo - 27/04/2009