Sexta-feira, 10 de Julho de 2009
Top of the Agenda
Quinta-feira, 9 de Julho de 2009
The G-8
Quinta-feira, 2 de Julho de 2009
Onde estou nesse momento

- Research, analysis, evaluation and design of public policies in the areas of poverty alleviation, social and economic sustainable development, and the consolidation of democracy, among others.
- Publication of articles, books, reports, documents and newsletters on the aforementioned topics.
- Selection and promotion of young people with a potential for leadership in the national politics front, with the ability to promote Mexico’s development.
- Organization of conferences, seminars and workshops with well-respected personalities on different topics, both at the national and international level.
Domingo, 24 de Maio de 2009
Feed your inner genius

Para quem não conhece: http://fora.tv/
Terça-feira, 12 de Maio de 2009
Chávez dá mais um passo para estatizar a economia

Um dos sinais de que os negócios com o petróelo vão mal foi a nacionalização de 60 empresas prestadoras de serviços. A PDVSA, que tem de sustentar em suas costas os programas sociais do governo, enquanto administra receitas cadentes, começou a atrasar os pagamentos de seus fornecedores. Não há cifras confiáveis sobre a dívida - elas variam de US$ 3 bilhões a US$ 12 bilhões. Várias companhias anunciaram a decisão de deixar o país e outras reduziram seus serviços. A caminho de um impasse que teria grave efeito sobre a produção de petróleo, Chávez resolveu o problema da dívida encampando as empresas. Vamos enterrar o capitalismo na Venezuela, disse o presidente, e em mais de um sentido a frase é verdadeira. Sem receber pelos serviços entregues, as empresas ficaram em difícil situação financeira antes da nacionalização, por um preço que será aquele que o governo resolva pagar.
Segunda-feira, 11 de Maio de 2009
Racha no Itamaraty
Segunda-feira, 27 de Abril de 2009
Por que falhou a globalização financeira?
Luiz Carlos Bresser-Pereira
DESDE O início desta década, venho argumentando que a globalização financeira não promove o crescimento, mas prejudica os países em desenvolvimento. A crise global que estamos presenciando mostrou que prejudica também os países ricos -que o instrumento financeiro que tradicionalmente utilizaram para dominar os demais países voltou-se contra eles.
Ao fazer a crítica da abertura financeira, eu também criticava a política de crescimento com poupança externa, que, em vez de promover o aumento da taxa de investimento, aumenta o consumo. Recentemente, Dany Rodrik e Arvind Subramanian ("Why did financial globalization disappoint?") somaram-se a essa crítica e listaram pesquisas empíricas que confirmam as nossas. Entretanto, as razões que apresentaram para que a poupança externa não cause o crescimento são secundárias.
Corretamente, eles afirmam que o ponto de estrangulamento das economias em desenvolvimento não é a falta de poupança, mas de oportunidades de investimento. Foi isso, essencialmente, o que descobriu Keynes há 70 anos. Enganam-se, porém, em atribuir a falta de investimentos: 1) à existência de instituições desfavoráveis nos países em desenvolvimento que não garantem a propriedade e os contratos; e 2) às imperfeições de mercado, principalmente à falta de investimentos públicos e de investimento em educação (externalidades positivas) que viabilizem os investimentos.
Não vou perder tempo com o argumento neoliberal de falta de garantia aos investimentos. Se o argumento fosse relevante, não haveria nunca "catching up". Por outro lado, a referência à teoria dos pioneiros da teoria do desenvolvimento econômico dos anos 1940 quanto à necessidade de um conjunto de investimentos entrecruzados para viabilizar sua rentabilidade é interessante, mas ignora que essa teoria se aplica a países pobres, não a países de renda média. Além disso, esses economistas não dispunham ainda da crítica ao crescimento financiado por empréstimos e investimentos diretos.
Minha crítica à globalização financeira e à política de crescimento com poupança externa se opõe à teoria econômica convencional e à dos pioneiros do desenvolvimento. Está baseada em raciocínio simples: quando um país apresenta um déficit em conta corrente (ou seja, está recebendo poupança externa) que é financiado por entradas de capital, sua taxa de câmbio se aprecia. Em consequência, duas coisas complementares ocorrem: a) os salários reais aumentam, cresce o consumo e cai a poupança interna; e b) diminuem as oportunidades de investimentos lucrativos orientados para a produção de bens comercializáveis internacionalmente.
Em consequência, a poupança externa substitui a interna, enquanto o país se endivida para consumir. Os influxos de capital transformam-se em consumo, inclusive os investimentos diretos, porque são compensados pela diminuição de investimentos nacionais. A taxa de substituição é geralmente alta; em certos casos, como no Brasil na segunda metade dos anos 1990, foi de 100%.
Em segundo lugar, os fluxos causam fragilidade financeira, elevando assim a dependência do país em relação aos credores externos e levando o governo local a adotar a política do "confidence building" e, assim, transferindo o centro das decisões sobre o interesse nacional para a metrópole. Finalmente, a globalização financeira e a política de crescimento com poupança externa provocam crises de balanço de pagamentos, com graves consequências sobre as taxas de expansão do país.
LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA, 74, professor emérito da Fundação Getulio Vargas, ex-ministro da Fazenda (governo Sarney), da Administração e Reforma do Estado (primeiro governo FHC) e da Ciência e Tecnologia (segundo governo FHC), é autor de "Macroeconomia da Estagnação: Crítica da Ortodoxia Convencional no Brasil pós-1994".
Folha de São Paulo - 27/04/2009

